sábado, 18 de junho de 2011

Coach Carter, Alma de Herói

“Pressionado entre fazer o certo e agradar uma população acostumada a derrota na vida. Soube manter seus preceitos e honra acima de ego e vaidade. E mesmo quando o mundo parecia estar contra sua vontade, sua vitória veio com maior garra, transformando vidas a partir da sua paixão. Seu nome é Ken Carter.”

 
Procurado para treinar a equipe de basquete escolar da escola Richmond, aceitou no primeiro instante sabendo que poderia trazer algo a mais para completar na vida daqueles adolescentes. Algo que conquistou no passado, quando foi campeão pela mesma escola.
Era o ano de 1999 e foi com grande expectativa que se esperava o novo treinador, que traria o mesmo brilho que sua equipe havia vivido na escola. No entanto, no seu primeiro dia de treino, trouxe em suas mãos contratos redigidos por ele, aonde constavam coisas como: “Em dia de jogo, usar camisa social e gravata.”, “Ter a média mínima para poder se candidatar a uma bolsa de estudos na universidade”, entre outras coisas. Injuriados com esse tipo de tratamento, muitos desistiram e saíram do time, dentre eles até o melhor ladrão de bola da temporada anterior. Mas com a frieza da certeza no que estava fazendo, iniciou os treinos e exigiu de sua equipe o máximo deles, até de seu filho, que pediu transferência escolar, por vontade própria, para ser treinado por seu pai.
Ganhando todas as partidas que enfrentaram no campeonato regional, comemoram a vitória, até que Carter ter sua maior decepção... Sua equipe vitoriosa tinha mais da metade dos integrantes com notas muito abaixo da média, quase ao ponto de repetirem.

“Nós falhamos como uma equipe, eu falhei com vocês” Carter disse aos alunos no treino seguinte.

Com isso fechou as portas da quadra, iniciou um novo projeto juntos aos outros professores e disse que só voltariam a jogar no estadual assim que todos os atletas estivessem dentro da média.
Repercutido por todos os jornais, sua atitude foi levada a corte escolar e a comissão de diretores votaram sobre a decisão de manter ou demitir Carter de seu posto. Com a maioria dos votos, Carter foi demitido.
No entanto, quando foi buscar seus pertences no dia seguinte viu não só seus alunos na quadras, mas seus professores e diretora, ensinando e mantendo as palavras do contrato. Com isso Carter foi reintegrado na escola e continuou treinando a equipe ao longo da temporada, perdendo apenas os dois jogos iniciais, que foi o tempo necessário para todos conseguirem as notas mínimas.
Ao final daquele ano, inúmeros atletas da equipe haviam conseguido uma bolsa de estudos em universidades e sua história foi retratada no filme “Coach Carter – Treino Para a Vida” com Samuel L. Jackson interpretando Carter.
Hoje Carter, além de dar palestras, ser empresário e ativista educacional, fundou uma escola que ele diz “prepara os alunos para a vida”.

 
"Qual é o teu maior medo?

O nosso maior medo não é sermos inadequados.
O nosso maior medo é sermos infinitamente poderosos.
É a nossa própria luz, não a nossa escuridão, que nos amedronta. 
Sermos pequenos não engrandece o mundo.
Não há nada de transcendente em sermos pequenos, pois assim os outros não se sentirão inseguros
ao nosso lado.
Todos estamos destinados a brilhar, como as crianças.
Não apenas alguns de nós, mas todos.
E, enquanto irradiamos a nossa admirável luz interior, inconscientemente estamos a permitir aos outros fazer o mesmo.
E, quando nos libertarmos dos nossos próprios medos, a nossa presença automaticamente libertará os medos dos outros."


sábado, 11 de junho de 2011

Pixar, A Magia Dos Cinemas

"Criada com a vontade única de criar uma magia que se perpetuasse ao longo de eras, foi percursora na sua arte, e por isso teve  que enfrentar visões discordantes de uma geração anterior. Mas utilizando um segredo, soube ter sucesso e encantar milhões de pessoas ao redor do mundo. Esse segredo é "Amor Pelo Que  Se Faz", e essa é a história da Pixar Animation!" 


Fundada a partir de  três pessoas-chaves, John Lasseter, Ed Catmull e Steve Jobs, a empresa iniciou seus trabalhos como uma divisão da empresa Lucasfilm (de George Lucas), colaborando na criação de efeitos especiais para filmes. Apesar de nunca ter atuado  no mercado de cinema, Steve Jobs, que havia acabado de ser demitido da Apple (que ele mesmo havia ajudado a fundar), decidiu comprar a divisão da empresa de George e rebatizá-la de Pixar, que até então se chamava Graphic Group (devido aos últimos sucessos da Lucasfilm, sua venda foi descrita pela revista Total Film como a 6º "decisão mais idiota na história do cinema").
A Pixar começou a fazer curta-metragens e comerciais utilizando animações 3D, o que era uma coisa exclusivamente nova na época, e chegaram a ganhar inúmeros prêmios pelas suas criações. No entanto, não conseguia muita receita e começava a ter sérios problemas financeiros, chegando a receber um aporte de U$ 10 milhões de Steve Jobs para não falir. Nessa transição de animação 2D para 3D, a Pixar resolveu fazer o que nunca havia sido feito antes, e criar um filme de mais de 1 hora apenas com animação 3D, e buscou a Disney para parceria no marketing e distribuição. Após meses de trabalho, quando o projeto foi apresentado a executivos, eles rejeitaram por ser completamente distorcido dos valores da Disney. Por pouco não cancelaram a produção, mas conseguiram um pequeno prazo para reescrever toda a história. Com a grande capacidade de liderança de John Lasseter, conseguiram refazer tudo em tempo recorde e apresentar novamente para os executivos da Disney a produção que seria nomeada como "Toy Story".
Sem saber ao certo como seria a bilheteria e a aceitação do público, Toy Story foi lançado na época de férias escolares e foi um sucesso por onde passou, recebeu três indicações ao Oscar, faturou US$ 361 milhões, e hoje há até uma cópia do filme na biblioteca nacional americana por ser considerado um marco na história do mundo, que merece ser lembrado por gerações, e fez a Pixar finalmente "respirar" em relação a suas finanças e acreditar que tudo poderia realmente dar certo.
Assim que terminou a comemoração pelo sucesso de Toy Story, começou então outra época de preocupação. "Será que conseguiríamos fazer outro filme de sucesso?", John Lasseter se perguntava. Através de trabalhos de campo e pesquisa nos próprios jardins das instalações da Pixar, iniciaram um projeto para o filme "Vida de Inseto", que seria mais arrojado que o anterior, pois seria feita a inserção de inúmeros detalhes e maior quantidade de personagens em uma única cena. Lançado em 1998, foi outro sucesso de bilheteria, ganhando maior afinidade das pessoas e emplacando de vez o nome da Pixar no cenário cinematográfico.
Ao longo dos anos a Pixar já lançou 11 filmes, sendo todos eles sucessos de bilheteria ao redor do mundo, com a mesma magia que nos encantou com o primeiro Toy Story, e não demonstra nem de longe sinal de parar tão cedo.


"Três coisas compõem um filme de sucesso: História envolvente, que mantenha o espectador vidrado na tela, querendo pular para dentro da história; Personagens memoráveis e altamente interessantes; E uma história e personagens habitando um mundo acreditável, não realístico, mas que faça sentido para essa composição"" John Lasseter

sábado, 4 de junho de 2011

Muhammad Ali, A Igualdade Dentro Dos Ringues

“O atleta mais criticado dos anos 60... se tornou no herói nos anos 70! Acusado de “antiamericano” em 1967, foi convidado para ir à Casa Branca em 1974! Cassius Clay, nome com o qual conquistou uma medalha olímpica, é conhecido até hoje por Muhammad Ali.”


Para muitos o melhor pugilista de todos os tempos, Cassius foi mundialmente conhecido não somente pela sua maneira de boxear, mas também pelas suas fortes posições políticas. Garoto pobre, nascido em Kentucky (EUA), começou a lutar boxe aos 12 anos por incentivo de um amigo que era da polícia. Teve sua primeira luta profissional contra Tunney Hunsaker, onde demonstrou uma incrível rapidez com as mãos e os pés, considerando-se que sua estatura era de 1,88m e seu peso de 85 quilos. Com um estilo de luta incomum, que ele mesmo definia como "flutuar como uma borboleta e picar como uma abelha", recebeu o apelido de “O Bailarino do Ringue”.
Aos 22 anos atingiu uma popularidade inigualável devido à forma com que promovia suas lutas e exaltava as próprias habilidades, utilizando humor para criar rivalidades e inimigos. Cassius disputou seu primeiro título nacional em uma luta extremamente difícil e que exigia grande garra, saindo vitorioso no sexto round. No entanto, pouco tempo depois se converteu ao Islã e grande parte de seus fãs foi contra sua decisão. Com a popularidade abalada, seus empresários promoveram uma revanche onde Cassius, então renomeado como Muhammad Ali, terminou com um nocaute no primeiro round e emplacou seu nome na história do boxe.
Ali defendeu seu título por sete vezes com sucesso, perdendo apenas para o seu novo rival, o governo americano. Devido ao início da guerra do Vietnã, tentaram obrigá-lo a se alistar, o que foi recusado devido a seus princípios religiosos. Por isso foi sentenciado à prisão por cinco anos (dos quais cumpriu alguns meses), a pagar uma multa de 10 mil dólares, e foram retirados sua licença para lutar e seu título.
Afastado do ringue por três anos até recuperar sua licença para retornar, Ali voltou com mais sede do que antes, derrotando inúmeros oponentes, e chegou até a agüentar doze assaltos com o maxilar quebrado! Maior exemplo dessa garra única foi sua vitória contra o grandioso George Foreman no Zaire, numa luta épica que chegou a ser retratada nos cinemas com o nome de “Quando Éramos Reis”. Com inteligência e astúcia, Ali se pôs como o lutador da África que enfrentava a alienação americana. Grande personalidade dentro e fora dos ringues, sempre foi um forte ativista contra o racismo, denunciando-o sempre que pôde. Há até uma lenda urbana que diz que Ali jogou sua medalha olímpica em um rio no estado de Ohio após ter sua entrada barrada em um restaurante apenas para brancos.
Com um cartel composto por 56 vitórias, Ali descobriu que sofria de Mal de Parkinson em 1984, e é com este adversário que luta até hoje. Permanece engajado em suas atividades humanitárias ao redor do mundo e chegou a ser indicado ao prêmio Nobel da Paz em 2007. Ali foi eleito "O Desportista do Século" pela revista americana Sports Illustrated em 1999.



"Campeões não são feitos em academias. Campeões são feitos de algo que eles têm profundamente dentro de si - um desejo, um sonho, uma visão" Muhammad Ali

sábado, 28 de maio de 2011

Edson Bueno, A Paixão Pela Saúde

“Com grande dificuldade de assimilação, viu amigos deixando-o para trás na escola, e não havia perspectiva alguma de futuro para ele. Mas com a crença que alimentava seu sonho, lutou contra suas próprias fraquezas e construiu o império da saúde. Conheçam Edson Bueno.”


Engraxate quando pequeno, com mãe dona-de-casa e padrasto caminhoneiro, Edson Bueno viveu tempos de extrema pobreza na pequena e pacata Guaratã, interior de São Paulo. Com dificuldades nos estudos, repetiu quatro vezes a quarta série e só encontrou caminho quando conheceu o médico da cidade, que o fez se apaixonar pela profissão. Superando o problema de aprendizado, conseguiu ir para o Rio de Janeiro estudar medicina numa universidade federal, e formou-se após morar durante toda a faculdade com mais nove estudantes em um conjugado de 30m². Especializou-se em cirurgia geral, e foi trabalhar numa pequena casa de saúde num município vizinho ao Rio de Janeiro.
Afundada em dívidas, a pequena clínica onde Edson trabalhava tinha dificuldades de pagar seus funcionários, e com grande astúcia ele viu sua primeira grande oportunidade. Negociou com o dono do hospital pra que ganhasse cotas de participação do hospital ao invés de receber um salário mensal, tornando-se sócio daquele hospital quase falido. Edson transformou o perfil da clínica com medidas simples, que passou a fazer dez vezes mais partos por mês do que anteriormente, e em menos de uma década tornou-se dono de 70% do mercado local, não apenas em obstetrícia como também em pediatria e clínica geral adulta.
Em 1978, decidiu reunir o conhecimento de administração hospitalar que possuía para criar um plano de saúde voltado para a classe média, extremamente crítica e exigente. Nascia a Amil, empreitada que exigiu de Edson um grande preparo e estudo, que o fez buscar uma pós-graduação na PUC-Rio, e posteriormente na Harvard Business School, em Boston. Implantando idéias como a disponibilidade ilimitada de consultas e exames, a distribuição de agências de atendimento por toda a cidade e o teleatendimento 24 horas, a Amil ficou conhecida como um plano de saúde inovador. Com grande investimento em marketing e uma estratégia de confronto, consolidou-se no Rio, cresceu mais tarde para São Paulo e ao longo dos anos 90 tornou-se o maior grupo brasileiro de medicina privada.
Aquilo que começou como um pequeno hospital próximo ao Rio de Janeiro, hoje conta com aproximadamente 2.100 hospitais, 32 mil consultórios e clínicas médicas e 5.900 laboratórios e centros de diagnóstico de imagens. E Edson orgulha-se da missão da empresa de garantir o acesso à medicina de alta tecnologia e qualidade a uma grande parcela da população.





“Tente encontrar alguma coisa na vida que desperte sua paixão. A paixão é a maior motivação que existe para se alcançar um objetivo”. Edson de Godoy Bueno


sábado, 21 de maio de 2011

Charles Chaplin, Alguém Que Só Queria Fazer o Bem

“As adversidades do mundo não podiam mudar quem ele realmente era ou o que queria fazer. Transmitir sua mensagem através do riso e alegria era mais importante para ele do que qualquer outra coisa. Ele é e sempre será o grande Charles Chaplin.”

Nascido em 1889 na Inglaterra, seus pais eram artistas de music-hall e lhe ensinaram a cantar e se apresentar em peças teatrais quando muito novo. No entanto, após a separação deles, Chaplin começou a peregrinar com seu meio irmão. Moraram com sua mãe, que estava cada vez mais instável emocionalmente, com seu pai, que era alcoólatra, e em diversas escolas para crianças pobres em Londres, até terem sido atraídos ao mundo teatral, onde provaram ter um grande talento.
Após trabalhar com papéis secundários durante anos, foi em sua segunda turnê nos EUA que resolveu permanecer por lá, recebendo mais tarde uma oferta de interpretar em um filme. O problema era que Chaplin encontrou muita dificuldade de adaptação nas filmagens e chegou a ser considerado um grande erro pelos diretores. No entanto, por mais incrível que tenha sido para todos, seus filmes tiveram tanto sucesso que ele se tornou uma das maiores estrelas da produtora.
Foi nessa onda de criatividade e aprendizado que criou seu personagem mais famoso, Carlitos, um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro, que aparece sempre vestindo um paletó apertado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número. Devido à quantidade de imigrantes chegando aos EUA que não sabiam falar a língua inglesa, seu nome foi emergindo mais no cenário cinematográfico com seus filmes mudos, na maioria produzidos por ele mesmo.
Chaplin nunca explicou detalhadamente seus métodos de filmagem a ninguém, alegando que tal coisa seria o mesmo que um mágico revelar seus truques, mas sabe-se que era um diretor extremamente exigente, mostrando a seus atores exatamente como eles deveriam atuar e filmando dezenas de tomadas até conseguir a cena que ele queria. “Meu pai dizia ter visto Chaplin filmar uma cena mais de cem vezes até ficar satisfeito”, conta o animador Chuck Jones, que morava perto do estúdio de Chaplin quando era garoto.
Usando de sua grande influência e dos filmes como meio de comunicação, fez campanha anti-nazista com o filme “O Grande Ditador” (isso numa época em que os EUA fazia política de neutralidade). Mas devido ao seu posicionamento esquerdista, após a guerra sofreu grandes perseguições do governo americano querendo explicações sobre a possibilidade de ele fazer propaganda comunista em seus filmes. Por fim, isto o fez decidir morar na Europa até vir a falecer aos 88 anos.
Com um currículo de mais de 90 filmes feitos como ator e mais de 15 como diretor, Chaplin ainda disputou a grande final de xadez com o campeão americano, teve 11 filhos, e até há rumores de que ele próprio participou uma vez de um concurso de imitadores de Charlie Chaplin, e acabou ficando em 3º lugar. Passados mais de 30 anos de sua morte, seu personagem “Carlitos” é provavelmente o mais imitado em todos os níveis de entretenimento, e seus poemas e filmes se perpetuam até hoje. Uma marca de alguém que só queria fazer o bem.

 

"Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades, lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia impossível." Charles Chaplin

sábado, 14 de maio de 2011

Larry Ellison, O Longo Prazo Promissor


"Percebeu nos olhos dos outros que não havia muita crença em seu caminho. Viu-se frente a grandes perdas, que o fizeram pensar em desistir, mas continuou mostrando seu potencial. Sabendo o tempo certo para tudo acontecer, hoje Larry Ellison é o 5º homem mais rico do mundo."

Com apenas nove meses Larry contraiu pneumonia, e com 19 anos na época, sua mãe o entregou a pais adotivos, para que recebesse uma criação melhor. Então, Larry passou a viver em Chicago, e só aos doze anos veio a saber que era adotado. Na escola, mostrava grande aptidão para Matemática e Ciências, e chegou a ser o melhor da turma após entrar na Universidade de Illinois. No entanto, quando estava fazendo os exames finais de seu segundo ano, sua mãe adotiva morreu, e ele acabou por abandonar aquela universidade, inscrevendo-se na Universidade de Chicago no ano seguinte. Também largou esta instituição, dessa vez no primeiro semestre, o que levou seu pai adotivo, com quem já tinha algumas desavenças, a acreditar que ele não tinha futuro.
Confiante nos conhecimentos de informática adquiridos em Chicago, aos 25 anos partiu para Berkeley, na Califórnia, onde saltou de emprego para emprego durante oito anos. Após adquirir grande experiência em seus trabalhos, aproveitou um conceito que a então grande IBM não quis explorar, um modelo de banco de dados facilitador no tratamento das informações. Juntou-se a Robert Miner e Ed Oates, e fundou sua primeira empresa de software, a Oracle.
Na disputa pelo mercado de softwares, acabou conquistando dois grandes nomes: Força Aérea Americana e CIA. Com isso conseguia duplicar anualmente suas vendas. Entretanto, quando a empresa havia atingido um porte grande e resolveu se lançar na bolsa de valores, passou por uma fase de grandes perdas, quase pedindo falência, e como resposta Larry contratou administradores novos e mais experientes, para que pudesse ter em mente apenas o desenvolvimento dos produtos.
Com esse movimento rápido frente à crise, Larry conseguiu recuperar o valor da empresa em dois anos. Ao longo do tempo, a Oracle foi desenvolvendo seus produtos, ganhando novos clientes e chegando ao topo da pirâmide, tornando-se líder mundial no mercado de software. Larry conseguiu provar o que até então não haviam visto nele: o longo prazo promissor.

 "Quando inovamos, devemos estar preparados para ouvir as pessoas dizendo que estamos loucos." Larry Ellison

sábado, 7 de maio de 2011

Ralph Lauren, Um Nome a Zelar

"Quando terminou o segundo grau, escreveu no anuário da turma o que gostaria de ser no futuro: "Milionário". Atravessando a vida com maestria, hoje tem seu nome como referência de elegância para todos os homens, tendo realizado seu sonho mais de 100 vezes ao tornar-se Bilionário."

Filho de um pintor de paredes, Ralph Lifshitz nasceu em 1939 e foi criado no bairro “barra-pesada” do Bronx, em Nova York. Para ganhar dinheiro, vendia gravatas aos colegas da escola judaica – isso até abandoná-la para servir o Exército. Se fosse nos dias de hoje, seria possível dizer também que ele foi vítima de bullying na infância. As outras crianças não o deixavam em paz por causa de seu sobrenome incomum: Lifshitz (em inglês, soa como um palavrão). Ao notar seu constrangimento, seu irmão mais velho, Jerry, decidiu trocar este sobrenome por algo que não desse margem para piadas em sua época de adolescência – e adotou o famoso Lauren. Assim nascia uma nova pessoa, mais confiante em si e com grandes metas pela frente.
Nos anos 60, após o serviço militar, trabalhou como balconista e depois como vendedor de gravatas novamente. Como grande admirador da forma elegante de vestir-se das grandes personalidades da época, como Cary Grant e Fred Astaire, percebeu a vaidade apreciada pelos grandes homens de negócios, que como ele gostavam de vestir-se bem e com estilo. E como o mercado carecia de uma marca de roupas masculinas forte, que proporcionasse beleza dentro dos padrões masculinos, e ao mesmo tempo representasse poder, dinheiro e sucesso, criou a marca mais famosa do mundo e a nomeou com seu próprio nome, “Ralph Lauren”. Sendo um sucesso desde seu lançamento, alcançou horizontes nunca vistos antes com sua linha de roupas chamada "Polo", além de diversificar para uma linha infantil, de perfumes e de artigos para casa e hoje, sua fortuna é avaliada em 4,6 bilhões de dólares pela Forbes.
Um simples vendedor de gravatas, de um bairro esquecido, sem grandes estudos, mas com apenas um sonho, o de ser rico. E encontrou esse caminho através do que mais gostava de fazer: criar e inovar no ramo da moda. Essa foi a sua marca no mundo!



"A verdadeira excitação do que você está fazendo é o ato de fazê-lo. Não é o que você vai conseguir no final - não é a cortina final - é realmente o fazer e amar o que está fazendo."   Ralph Lauren